Medicina da UEG em Itumbiara está entre os melhores cursos do Brasil com conceito 4, segundo o ENAMED
Educação
Foi divulgado nesta segunda-feira, 19, o resultado do primeiro Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica – ENAMED e o curso de Medicina da UEG em Itumbiara está entre os melhores de Goiás com o conceito 4.
Entre os 16 cursos avaliados em Goiás, a unidade de Itumbiara figura com as maiores notas junto com a Unievangélica de Anápolis, UFG de Goiânia, UFJ de Jataí e UFC de Catalão, todas com as médias 4. No Brasil, entre 351 faculdades avaliadas, 49 ficaram com o conceito ENADE 5 e 114 ENADE 4. Outras 80, ficaram com o conceito 3, como a PUC-GO em Goiânia. Pelo menos 10 cursos em Goiás tiveram conceitos 1 e 2, que totalizaram 107 no país e terão restrições.
UEG – Unidade de Itumbiara
O curso de Medicina em Itumbiara foi criado em 2017 e inicialmente realizou dois vestibulares em 2019 e 2020. Depois passou por um período de suspensão a partir de 2021 e voltou a ofertar 30 vagas no vestibular em 2024 e também em 2025. Com boa estrutura, figura entre os melhores do Brasil.
O Curso de Medicina da UEG nasceu com o objetivo de ampliar a formação em saúde no estado. A primeira turma começou em 2019 e formou profissionais em 2024, reforçando a relevância do curso para a região.
Desde a implantação, a universidade investiu fortemente na estrutura acadêmica e prática. Foram realizadas contratações de docentes especializados, técnicos de laboratório e profissionais de apoio. A UnU Itumbiara recebeu obras de ampliação de salas e laboratórios, aquisição de simuladores modernos, equipamentos especializados e mobiliário adequado ao ensino médico.
O curso também conta com parcerias consolidadas com o Sistema Único de Saúde (SUS) e convênios com hospitais e unidades de saúde municipais, estaduais e privadas, assegurando um internato médico qualificado e uma formação voltada às demandas reais da sociedade.
ENAMED
O Enamed é uma prova anual aplicada pelo MEC por meio do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) para avaliar a formação médica no Brasil.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou, quando da divulgação, a importância do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) como referência para avaliar a qualidade dos cursos de medicina no país. Ao lado do ministro da Educação, Camilo Santana, Padilha participou da divulgação dos resultados do primeiro Enamed, realizado no final ano passado pelo MEC.
“Na saúde, a gente sempre começa com um bom diagnóstico. O Enamed traz o melhor diagnóstico da proficiência no país. Com ele, será possível identificar onde estão as instituições que formam bem, quais precisam melhorar a formação e quais necessitam se reorganizar para qualificar seus cursos. Ter médicos e médicas bem formados, com avaliação permanente e alinhados às novas diretrizes curriculares, é fundamental. A Constituição estabelece esse compromisso, e temos a expectativa de que essas medidas contribuam significativamente para a melhoria da formação médica”, destacou Padilha.
Para o ministro da Educação, Camilo Santana, o Enamed é uma ferramenta para o aperfeiçoamento das instituições de ensino. “É um instrumento para que possamos identificar correções necessárias e garantir um ensino de qualidade. Trata-se de uma forma de monitoramento com o único objetivo de melhorar o ensino”, afirmou.
Enamed não é uma prova isolada
Outro ponto destacado por Padilha é que o Enamed integra um sistema de avaliação e não se resume a uma prova isolada.
“Muita gente acredita que é possível regular a formação profissional apenas com uma prova isolada, mas isso não acontece. Estamos promovendo um conjunto de medidas que inclui a atualização das diretrizes curriculares, a criação de marcos regulatórios para a formação, o acompanhamento e a supervisão da abertura de cursos, a ampliação de vagas de residência, a retomada da portaria dos hospitais de ensino e o aumento dos investimentos em saúde. São ações coordenadas que buscam qualificar a formação médica e ampliar o acesso à saúde para a população brasileira”, concluiu.
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